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  • earielteixeira

Sonhos das máquinas

Arte e tecnologia


Fonte: Texto editado com base no site https://refikanadol.com


Em cossonância com o post anterior trazendo artistas que chamaram minha atenção, aproveito para fazer uma homenagem ao meu ex-aluno e orientando de mestrado Carlos Junior. Sua dissertação caminhava entre o design, a tecnologia, a arte e o sentido da comunidade - resignificando o sentido do artisto gênio para um lugar em que todo(a)s junto(a)s podem fazer mais.


Com carinho compartilho uma produção mediada pela ciência, arte, tecnologia e design. Nela diversagens linguagens são manifestadas pela hibridização, virtualizando espaços construídos urbanos na obra do artista turco-americano.


Refik Anadol (n. 1985, Istambul, Turquia) é um artista digital, diretor e pioneiro na estética da inteligência da máquina. Ele atualmente reside em Los Angeles, Califórnia, onde lidera o Refik Anadol Studio e o RAS LAB. Sua prática de pesquisa está centrada na descoberta e desenvolvimento de abordagens pioneiras para narrativas de dados e inteligência artificial. Anadol também é professor do Departamento de Design Media Arts da UCLA, do qual obteve seu segundo mestrado.


Anadol aborda os desafios e as possibilidades que a computação onipresente impôs à humanidade e o que significa ser um humano na era da IA.


Ele explora como a percepção e a experiência do tempo e do espaço estão mudando radicalmente agora que as máquinas dominam nossa vida cotidiana. Anadol está intrigado como a era digital e a inteligência artificial permitem uma nova estética na criação de ambientes imersivos que oferecem uma percepção dinâmica do espaço.


Ao propor a possibilidade de uma “arquitetura pós-digital”, Anadol convida seu público a imaginar realidades alternativas, redefinindo as funcionalidades dos elementos arquitetônicos internos e externos. Ele aborda isso indo além da integração da mídia em formas e ambientes construídos, traduzindo a lógica de uma nova tecnologia midiática em arte e design.


Em geral, seus trabalhos exploram o espaço entre entidades digitais e físicas, criando uma relação híbrida entre arquitetura e artes mediadas com máquina inteligência.


Residindo na encruzilhada da arte, ciência e tecnologia, as esculturas e pinturas de dados tridimensionais são performances audiovisuais ao vivo. Suas instalações imersivas assumem formas virtuais e físicas variadas. Prédios inteiros ganham vida, pisos, paredes e tetos desaparecem no infinito. O uso de grandes faixas de dados estabelece novas visualizacões ao olho humano, oferecendo ao público uma nova perspectiva e narrativa sobre como seria o sonho das máquinas e dos computadores.



Vídeo 1: NGV Triennial | Refik Anadol


Vídeo 2: Reportagem da Wired Magazine



Figura 1: Galeria com trabalhos do artista em seu site oficial.



Figura 2: Página inicial do site do slaboratório do artista.



Para aqueles que desejam se aprofundar no tema das novas fronteiras da arte, recomendo o livro Information Arts: Intersections of Art, Science and Technology - 2002 - do autor Stephen Wilson. Nela foi revisto o estado da arte por meio de projetos desenvolvidos em vários países do mundo, incorporando conceitos da matemática, da biologia, da física, da computação, etc. Foi um marco do hibridismo presente nos tempos atuais.


Obs.: Na Amazon existe uma versão de 2003 editada pelo MIT.




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